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Nuno Botelho elogiou esforço dos empresários turísticos na sexta edição da feira de emprego do setor, no Porto
A Associação Comercial do Porto (ACP-CCIP) voltou a apoiar a organização da Feira de Emprego do Turismo do Porto, realizada no passado dia 11 de março, no Palácio da Bolsa. Com muitos empregadores, escolas e instituições de ensino superior presentes, o evento mobilizou milhares de jovens aspirantes a desenvolver a sua carreira no setor turístico, assumindo-se como uma referência nesta área de recrutamento especializado.
Essa, de resto, foi a nota deixada pelo presidente da ACP-CCIP, na sessão de abertura desta 6ª edição da feira no Porto, sublinhado o “mérito próprio e reconhecimento gradual” da Associação Fórum Turismo na promoção desta iniciativa e lembrando a preocupação existente no setor em relação à falta de mão de obra e de qualificações técnicas.
Nuno Botelho recordou que, de acordo com as estimativas mais recentes, existe uma escassez de trabalhadores no turismo que pode chegar às 100 mil pessoas, acrescentando tratar-se de um dado “verdadeiramente preocupante” que coloca em causa, “não apenas o desenvolvimento futuro nas áreas da hotelaria, restauração e turismo, mas a própria sustentabilidade do cluster”.
O dirigente salientou, ainda, o esforço que os empregadores têm feito nos últimos anos para melhorar o pacote salarial e tornar mais atrativas as carreiras nesta área de atividade. “De acordo com os dados do INE relativos a 2024, a remuneração média mensal bruta cresceu 6,9% no alojamento, restauração e similares, acima dos 6,4% da restante economia nacional”, assinalou Nuno Botelho, considerando que este compromisso desmente a existência de uma “vocação exploratória” por parte das empresas turísticas ou “insensibilidade social perante as particularidades que o emprego nesta área apresenta”.
O presidente da ACP-CCIP, no entanto, ressalvou que não se pode pedir aos empresários que promovam “uma política de rendimentos irracional”, que “ignore os ganhos de produtividade, os dados de crescimento económico e, no caso do turismo, a própria sobrevivência do setor”. Por isso, defendeu que o futuro desta atividade passa por “crescer em valor acrescentado, em qualidade de oferta e em diferenciação técnica” para então “permitir remunerar melhor os profissionais, atrair e fixar talento neste setor”.
A sessão de abertura do evento contou, ainda, com as intervenções do presidente da Associação Fórum Turismo, António Marto; do presidente da Associação de Turismo do Porto e Norte de Portugal; Luís Pedro Martins; da vereadora da Câmara Municipal do Porto, Matilde Rocha; e do presidente do Instituto Turismo de Portugal, Carlos Abade, entre outras personalidades.


