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Inovação, resiliência e conhecimento foram as mensagens-chave da segunda edição do Contas Feitas
A edição 2025 do Contas Feitas voltou a realizar-se no Dia Mundial da Poupança – 31 de outubro – e mobilizou mais de uma centena e meia de participantes, num programa que juntou testemunhos do setor empresarial e financeiro.
Nuno Botelho, na sessão de abertura, sublinhou o sentido de oportunidade deste evento, que assinala a importância “das boas contas, do equilíbrio e da estabilidade financeira das nossas empresas e organizações”. O presidente da Associação Comercial do Porto, anfitrião destas conferências, considerou que, apesar de persistirem “alguns desafios no nosso tecido empresarial” em termos financeiros, observa-se “uma maior profissionalização e autonomização da gestão empresarial”, traduzida em “menores níveis de endividamento, menor dependência do crédito bancário e decisões de investimento mais conscientes e informadas”.
Olhando, de forma mais específica, para as start-ups e scaleups – que foram o foco do programa matinal do Contas Feitas –, Nuno Botelho sublinhou o seu “peso crescente” na economia nacional e o facto de representarem a “melhor inovação, disrupção e especialização que o país consegue produzir”. “Partilhar conhecimento com os nossos atuais e futuros empreendedores é contribuir para que este ecossistema prospere e os respetivos projetos de negócio cresçam de forma sustentável e resiliente”, concluiu o presidente da ACP-CCIP.
Ao longo da manhã, a agenda do Contas Feitas centrou-se no empreendedorismo e num conjunto de temas relevantes para o desenvolvimento de novos negócios. Carlos Carvalho, presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários, deu o mote para a reflexão, trazendo elementos importantes sobre a realidade do mapa das startups nacionais, como a reduzida escala que o mercado nacional oferece a uma nova empresa, a gestão do talento e a falta de capital disponível.
Jorge Queiroz Machado, diretor da ACP-CCIP e empresário no setor das Tecnologias de Informação, abordou vários conceitos importantes alusivos à inovação tecnológica – com destaque para a Inteligência Artificial –, mas não deixou de sublinhar a necessidade do mercado empresarial português se diversificar e não ignorar outros setores de atividade que são necessários à economia e ao país.
Alberto Amaral, CEO da RAIZE, uma plataforma de financiamento colaborativo, explicou as características e vantagens do seu negócio como uma alternativa ao modelo de financiamento tradicional das empresas. O responsável sublinhou o caráter 100% nacional deste projeto e a particularidade de ser destinado apenas ao mercado empresarial.
Os três oradores participaram, depois, numa mesa-redonda com o mote “estratégias para criar negócios resilientes e competitivos”, moderada por Jorge Macedo, diretor da ACP-CCIP.
A sessão da tarde do Contas Feitas foi dedicada, em exclusivo, às finanças pessoais, abrindo com uma conferência de Carina Meireles – coorganizadora do evento e mentora financeira – sobre um conjunto de mitos e preconceitos que subsistem em termos de poupança e investimento.
Seguiu-se um painel com representantes das três entidades responsáveis pelo Plano Nacional de Formação Financeira e pela plataforma Todos Contam: Francisca Guedes de Oliveira, administradora do Banco de Portugal; Inês Drumond, vice-presidente da CMVM; e Diogo Alarcão, administrador da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões.
A CFA Society Portugal, também coorganizadora do Contas Feitas, encerrou o evento com uma exposição de Pedro Taveira Marques – especialista em gestão de ativos – que partilhou com a audiência uma série de metodologias práticas relativas à gestão e aplicação de poupanças pessoais.


